quinta-feira, 20 de outubro de 2022

SUGESTÕES DE LEITURA



Já que o Halloween está a chegar, a mesa temática desta quinzena é sobre livros muito assustadores.

Livros de terror, fantasmas, mistério, dráculas e dragões, temos um pouco de tudo.

APARECE!

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

HALLOWEEN

 


Até 31 de outubro está a decorrer, na nossa biblioteca, o concurso sobre o Halloween.

Vai à Biblioteca, pede um questionário, preenche, mete-o na caixinha própria e habilita-te a um prémio.

CONCORRE!

sábado, 15 de outubro de 2022

CENTENÁRIO DE AGUSTINA BESSA-LUÍS

 

Agustina Bessa-Luís faria hoje 100 anos se fosse viva.

Infelizmente já morreu mas deixou-nos uma vasta obra que podemos apreciar e nos permite conhecer melhor esta autora.

Vamos comemorar o seu centenário através de diversas atividades de leitura e de escrita,  na nossa biblioteca. Conforme forem acontecendo iremos noticando-as.

Hoje deixamos aqui a nossa homenagem através de alguns artigos.

 

Biografia:

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante (região do Douro), em 1922. A sua infância e adolescência foram passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948 com a novela Mundo Fechado, cujo título actua como que uma espécie de definição de toda a sua produção literária e do próprio mundo de Agustina – na verdade, a ambiência das suas obras vive de «mundos fechados», bem como a sua própria escrita se encontra «fechada» a qualquer tentativa de contextualização, em termos de correntes, na história da literatura portuguesa. Manteve, desde então, um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando até ao momento com mais de meia centena de obras. Tem representado as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizado conferências em universidades um pouco por todo o mundo.

Foi membro do conselho directivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962). Entre 1986 e 1987 foi directora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direcção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É ainda membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo já sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), com a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e com o grau de «Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres», atribuído pelo governo francês (1989).

É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores, como Raul Brandão, na construção de uma linguagem narrativa onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, se conjugam com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra, Agustina possui a marca de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático. Os textos desta autora são habitados por uma diferença antiga e inabsorvível entre as figuras do feminino e as figuras do masculino. As mulheres movem-se a partir do instinto, da proximidade com as coisas insignificantes num espaço-tempo que antecede o simbólico. São forças ancestrais de permanência e conservação. Os homens são seres de projecto que impulsionam as transformações do mundo e aceleram o tempo. A sua prosa aproxima-se muitas vezes às características essenciais da poesia, pelo excesso, pela fuga, pela ritualidade e harmonia terrível das palavras que se dizem e das coisas que acontecem.

Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, com quem tem trabalhado e colaborado de perto. Exemplos desta parceria são Fanny Owen (Francisca), Vale AbraãoAs Terras do Risco (O Convento), A mãe de um rio (Inquietude), para além de Party, cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. Mais recentemente o primeiro volume da trilogia O Princípio da Incerteza foi também adaptado por Manoel de Oliveira, debaixo deste mesmo título. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance, As Fúrias, sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, em 1995).
Centro de Documentação de Autores Portugueses
05/2004
( DGLAB)

O JORNAL DE LETRAS de 5 a 18 de outubro traz um extenso artigo sobre a autora e na imagem de capa a fotografia.


quarta-feira, 12 de outubro de 2022

A NOSSA BIBLIOTECA

 Vem fazer uma visita virtual à nossa biblioteca e conhece os diversos espaços, o que podes fazer em cada um deles e como te deves comportar.

biblioteca from Elsa Lopes on Vimeo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA

 


A escritora francesa Annie Ernaux venceu o Prémio Nobel de Literatura 2022. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (6), pela Academia Sueca, em Estocolmo. 

Feminista e uma das principais vozes contemporâneas, ela é autora de uma "corajosa e ambiciosa obra", "que vai além da ficção", como destacou a Academia Sueca. 

O Nobel informou ainda que o prémio foi concedido "pela coragem e acuidade clínica com que desvenda as raízes, os estranhamentos e os constrangimentos coletivos da memória pessoal."