quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A HORA DO CONTO

Os livros que propomos para « A Hora do Conto », em Fevereiro, são « O lago dos cisnes», para os mais novos e para os mais velhos « A substância do amor».
Deixamos aqui alguns excertos para "aguçar" o apetite:
« O Lago dos Cisnes », de Pyotr Tchaikovsky, com ilustrações de Lisbeth Zwerger, da Ambar

« Mal tinha acabado de falar quando,com um fragoroso bater de asas, uma coruja atravessou os ares. Era o feiticeiro malvado, o próprio, que tinha tomado a forma de coruja para espiar o par. O príncipe pediu à Rainha dos Cisnes para vir ao baile do castelo na noite seguinte, quando poderia apresentá-la como sua noiva. Cheia de alegria, ela concordou,e ficaram de mãos dadas até à alvorada. Ao raiar do sol, um grupo de raparigas vestidas de branco corre agitadamente. Cheio de espanto, o príncipe observou a Rainha dos Cisnes e as amigas a transformarem-se, uma vez mais, em aves.»



Podes ver o ballet completo aqui:
http://youtu.be/9rJoB7y6Ncs

« A substância do Amor e outras crónicas», de José Eduardo Agualusa, da D. Quixote

Beijar um sapo

« Uma recente pesquisa da revista brasileira Isto É, assegura que as três principais qualidades que as mulheres procuram nos homens são o carinho, a sinceridade e a inteligência. A esmagadora maioria afirma não se importar com o facto de um homem ser feio. Já os homens continuam a citar Vinicius de Moraes: « que me desculpem as muito feias, mas beleza é fundamental»; e só relativamente poucos se afirmam preocupados com a inteligência e o património cultural da possível companheira.
Segundo o mesmo artigo as mulheres queixam-se de ser cada vez mais difícil encontrar homens interessantes, disponíveis para um relacionamento duradouro. Não admira: o que aqueles dados sugerem, em primeiro lugar, é que as mulheres são muito mais inteligentes que os homens. E, embora não esteja explícito, fica a suspeita de que a maior parte dos homens receia as mulheres inteligentes.
Antigamente, quando as mulheres estavam confinadas à cozinha, ou à vida inútil dos salões, era fácil iludir esta questão. O homem mantinha o logro da sua superioridade intelectual, que justificava o secular domínio masculino, e podia até dar-se ao brilho de escolher como esposa uma mulher inteligente. Hoje não: os homens já têm que competir nos empregos com mulheres intelectualmente mais preparadas do que eles. Ainda que jamais o confessem ( não confessariam isso nem sujeitos a tortura), poucos aceitam a possibilidade de transportar tal situação para o interior do lar.
As mulheres, conforme nos ensina a velha fábula, não se importam de beijar um sapo, sabendo que dentro dele se esconde um príncipe. Os homens, na sua maioria, beijariam a princesa, e voltariam a beijá-la, mesmo depois de a ouvirem coaxar na piscina, numa noite de lua cheia. « Era um sapo » admitiriam mais tarde em conversa com os amigos, « mas que pernas!».
Ao contrário, se um homem suspeitar que dentro de um sapo pode haver uma mulher inteligente, pisa o sapo: « um nojo! E ainda por cima queria saber se eu já tinha lido Kafka? ... ».
Não consigo imaginar o que poderá resultar deste lamentável desencontro histórico. Uma das mulheres entrevistadas do artigo da  Isto É acha que existem apenas duas opções: « Ou você se mata ou vira lésbica.» Parece-me uma posição extremamente pessimista. Tenho a certeza de que muitas mulheres preferem continuar a beijar sapos, a vida inteira, mesmo sabendo que na maior parte dos casos eles são apenas isso: sapos.
Afinal, um beijo, como cantava  o velho Sinatra, é somente um beijo. E pelo menos os sapos não costumam telefonar no dia seguinte.»

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

NEWSLETTER Nº 20

Notícias das atividades do mês de Janeiro e das que se irão realizar em Fevereiro
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

OS CIGANOS

Hoje, compartilhamos aqui o trabalho do aluno Miguel Félix, do 7º ano, feito no âmbito da disciplina de Português, sobre o novo livro « Os Ciganos», de Sophia de Mello Breyner Andresen e Pedro de Sousa Tavares.
Relembramos que esse livro se encontra já na Biblioteca à vossa espera para ser lido!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA

Foram selecionados os finalistas do Concurso Nacional de Leitura, que irão representar a Escola à 2ªfase, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

Assim foram vencedores os seguintes alunos:

MARIANA GONÇALVES, Nº14   7ºA

ANA ALEXANDRA PALHARES, Nº1   8ºC

ANA REGO, Nº1   7ºB

Parabéns a todas e boa sorte!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

NEWSLETTER Nº 19

Aqui publicamos mais uma newsletter, a de Dezembro, com as atividades levadas a cabo.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

OLIMPÍADAS DA LEITURA

Realizaram-se ontem, na Biblioteca, as Olimpíadas da Leitura do 2º ciclo.




Perante um júri de três professoras, os alunos leram os textos que tinham escolhido e preparado.




Receberam todos um diploma de participação.





Os vencedores foram:


LARA QUINTELA do 5º B
e
MIGUEL ANDRADE do 6º E

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

NEWSLETTER DE NOVEMBRO

Aqui estão as atividades levadas a cabo no mês de Novembro e as que se irão realizar em Dezembro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

VENDA DE NATAL

Vem à VENDA DE NATAL,na Biblioteca da Escola. Vais encontrar, com certeza, a prenda ideal.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O LIVRO DO MÊS

A Biblioteca sugere-te para este Natal muitas das leituras que possui, sobre o tema mas escolheu este livro para « O Livro do Mês » :

A ÁRVORE DAS HISTÓRIAS DE NATAL - José Jorge Letria, ilust. Viktorya Borshch

         

O livro tem uma dezena de histórias deliciosas, que se lêem rapidamente e que nos deixam a pensar.
Apresentamos-te aqui uma, para te aguçar o apetite à leitura.


        

A Noite, a lua e os meninos tristes

Quase vencida pelo peso do sono, a Noite virou-se para a Lua e perguntou-lhe:
- Onde vais passar este ano o teu Natal?
- Vou passá-lo com os meninos mais tristes da rua mais triste da mais pobre das cidades - respondeu a Lua.
- Mas esses meninos - argumentou a Noite - são tão tristes que nem sequer festejam o Natal.
A Lua esboçou um sorriso e respondeu-lhe
- Aí é que tu te enganas. Se eu descer à Terra e for festejar com eles, podes crer que terão um Natal de que nunca mais irão esquecer-se.
A Noite, que era experiente e astuta, considerou essa possibilidade e decidiu colocar à Lua esta questão:
- Mas, se tu desceres à Terra para festejar o Natal com eles, isso significa que eu vou ficar às escuras nessa noite, pois a única luz que verdadeiramente me ilumina é a tua.
A Lua, fingindo nunca ter pensado nessa possibilidade, quis tranquilizar a amiga:
- Mas tu tens a luz dos arranha-céus, a dos candeeiros de rua, a dos projectores dos palcos e dos estádios e das cidades inteiras quando estão iluminadas.
- Tu bem sabes - replicou a Noite, desagradada com os argumentos da amiga - que a luz é mais forte que todas as outras juntas, pois é capaz de iluminar, ao mesmo tempo, ilhas e continentes, aldeias esquecidas e becos escondidos.
- Mas só uma noite não há-de fazer mal, se eu sair do meu posto e for para junto daqueles que mais precisam de mim - disse a Lua, reforçando a decisão que tomara.
- Aí é que tu te enganas - respondeu a Noite -, pois a tua ausência será sinónimo de uma escuridão quase total, e é até bem possível que, ao tomares essa atitude, mudes o curso dos rios e a cadência das marés, o ritmo das colheitas e o ciclo da fertilidade das terras.
- Mas em compensação, deixarei muitas crianças tristes finalmente felizes por terem uma peripécia para contar, numa cidade onde nada acontece, a não ser a tristeza que a pobreza lhes causa - disse a Lua, pesando bem as suas palavras, que eram luminosas e suaves como a claridade que dela provinha.
Decididamente, a Noite e a Lua pareciam incapazes de se porem de acordo quanto à forma como iriam passar a noite de Natal que se avizinhava, saltando casas no calendário. Foi então que a Noite decidiu fazer uma sugestão:
 - Bem podias fazer um esforço no sentido de, nessa data, teres a forma de lua cheia. Se tal acontecer, podes muito bem deixar a parte maior a iluminar-me e enviar uma fatia de quarto minguante para entreteres as tais crianças que agora tanto te preocupam.
A Lua reflectiu em silêncio sobre a sugestão que acabara de lhe ser feita e respondeu à Noite:
- Aceito a sugestão, mas vou pô-la em prática ao contrário.
- Não estou a perceber - disse a Noite.
-Eu explico-te: deixo-te uma fatia de quarto minguante para te iluminar e levo a parte maior para alegrar as crianças da cidade triste que já escolhi.
- É preciso teres mesmo má vontade - comentou a Noite, zangada com a amiga.
- Nada disso - respondeu a Lua -, vou apenas dar a parcela maior de luz a quem dela mais necessita.
- E posso saber - perguntou a Noite - de onde te vem um tão forte interesse por essas crianças que ninguém conhece?
- Claro que podes - respondeu a Lua. - Enquanto tu dormes a sono solto, à espera que o dia nasça, eu estou lá em cima de atalaia e vejo hora a hora, minuto a minuto, o que se passa lá em baixo.
- E o que vês?
- Vejo crianças tristes no meio das ruínas das cidades em guerra, procurando alimento no meio dos escombros, com filas de cães famintos seguindo-lhes os passos para as não deixarem sós nessas horas de aflição.
- E o que é que tu tens a ver com isso?- Perguntou a Noite, secamente.
- Tenho tudo, por mais estranho que possa parecer-te. Tenho principalmente muita pena delas porque, quando era pequenina, também fui uma lua triste.
- Só isso? - perguntou a Noite em tom ácido de comentário, como se quisesse rematar a conversa.
- Não, há ainda outra coisa que eu me esqueci de te dizer: qunado elas estão triste e aflitas, sou eu que as ilumino, porque tu só estás preocupada com as tuas horas de sono. Por isso eu sou a luz e a esperança que lhes resta, e é sempre para mim que elas olham quando imaginam que é possível ter esperança. É por isso que este ano eu quero passar com elas a noite de Natal, para elas poderem contar ao mundo que eu fui a sua visita e a sua companhia.
- Será que precisas que eu te apresente outras razões para eu ter feito esta escolha?
A Noite não respondeu, pois tinha acabado de adormecer, já desinteressada da discussão. A Lua, então, calçou umas pantufas feitas com algodão de nuvens e desceu à Terra para se ir encontrar com as crianças mais tristes da rua mais triste da mais pobre das cidades. Quando a Noite acordou, como sempre comodista e nada preocupada com a felicidade dos outros, nem luz teve para encontrar o copo de água de orvalho que costumava beber ao despertar, para limpar os restos da escuridão. Protestou, mas, desta vez, a Lua não lhe respondeu, pois estava cercada de crianças, numa velha praça iluminada, com uma banda a tocar num coreto e com grinaldas de luar encimando as copas das árvores despidas de folhas e tiritando de frio.

       

Linda, não é?
Pois a outras nove histórias são tão bonitas como esta.
Por isso, passa pela Biblioteca e vem lê-las!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

UM POSTAL DE NATAL

Concurso de poesia na Biblioteca.


A Biblioteca desafia-te a escrever e ilustrar um postal de Nata.
Vem concorrer.
Pede na Biblioteca a tua cartolina e escreve uma mensagem de Natal original e criativa, ilustra a teu gosto e ganha prémios.